terça-feira, 7 de abril de 2026

Dor da Perda

Qual o melhor momento pra se falar da dor da perda ?

No auge em que a sentimos ou quando ela se ameniza ?

Pensei muito em escrever no auge da dor mas não o fiz, contudo, mesmo agora, dez dias após ainda me é difícil descrevê-la.

Parece patético dizer que sofro pela ausência dos meus Pets...primeiro meu menino e agora minha menina Pietra, meu bebê, minha amadinha, minha bebezuda...

Está sendo muito difícil ficar sem eles....

Dia 29 de Setembro foi o meu menino, meu Little Boy...fiquei inconsolável pelo jeito que ele partiu, culpei meu marido, que ao meu ver negligenciou o seu comportamento o que não ocorreria caso eu estivesse aqui, mas eu sei que não foi assim, ele fez o que estava ao seu alcance. Cheguei de viagem dia 23 de setembro, e pude estar com ele alguns dias antes dele falecer...olhava o seu corpinho frágil e debilitado e entre as idas e vindas do veterinário, pedi a Deus que amenizasse o seu sofrimento....e o Little partiu assim, quietinho, cansado mas silencioso, parecia que estava dormindo...chorei muito agarrada a ele; o envolvi num pano de saco branco e o acomodei numa caixa de sapato, era tão pequenino que coube com certa folga...o enterramos no nosso jardim, no dia seguinte plantamos uma mini roseira vermelha sobre o montinho de terra em que jazia....aí não teve jeito, me apeguei a ela de tal maneira como se quisesse compensar a ausência do Little e toda atenção e todo carinho foi direcionado pra minha Pietra mas eu sabia que não seria por muito tempo, eu sabia que a sua saúde não estava boa, eu sabia que o peso dos anos iria levá-la cedo ou tarde de perto de mim...ah ! e como foi cedo mais cedo do que previ...dia 29 de março há exatos seis meses da partida do Little quem nos deixou foi a minha Pietra...parece que está tão mais difícil agora...é um vazio tão grande... com a minha Bebê foi diferente, não houve negligência e os últimos dias foram os piores...eu a levava todos os dias ao veterinário e a deixava o dia todo tomando soro com medicação e quando ia buscá-la era tão desanimador porque não havia melhora, ao contrário foi um declínio cada vez maior até que na madrugada do sábado para domingo depois de medicada ela sentiu muita dor e gemeu baixinho e ali no escuro do quarto, sem querer levantar para assistir achei que pela manhã ela teria partido...mas não foi assim...ainda de madrugada carreguei-a no colo com seu corpinho agonizante e a ajeitei no sofá da sala e ali ficamos esperando o dia amanhecer....eu acariciando sua cabecinha, seus olhos abertos olhando pro nada...foram algumas horas...e a partida...ah meu Deus ! seu corpinho convulsionou...foram três contrações seguidas até a chegada de meu marido que pousou a mão sobre sua cabeça e aí sim ela descansou.....desabei a chorar como desabo agora....que dor terrível da perda.... 

De verdade achei que seria mais fácil falar sobre isso agora mas a dor, meu amigo, ainda é imensa...

A Pietra agora está ao lado do Little boy , seguimos o mesmo ritual...o pano de saco branco envolvendo seu corpinho que foi ajeitado delicadamente numa caixa de sapato, coloquei uma florzinha seca em sua testa e sobre seu túmulo plantamos uma mini rosa amarela...

Rosa vermelha Little, Rosa amarela Pietra....

"Entre as flores você era a mais bela, minha rosa amarela, que desfolhou perdeu a cor....."

*música : "Você Passa Eu Acho Graça" de Ataulpho Alves e Carlos Imperial.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

FELIZ ANO NOVO ! ou FELIZ ANO NOVO ?

 Exclamação ou Pergunta ?! Boa pergunta ! Não sei dizer.

Fico parada olhando para a tela onde a barra fixa fica piscando sem parar a espera que eu comece a digitar...e lá vou eu escrevendo essa introdução tosca enquanto penso por onde começar...

Estamos no dia 2 de janeiro do ano de 2026, acredita nisso ?! 2026 ?!?! Não demora muito é carnaval, páscoa, festa junina, inverno frio, primavera imprevisível e natal novamente e assim vai, nessa correria desenfreada sem tempo pra nada, sem alegria espontânea, sem felicidade que convença.

E aqui estou mais um ano sem saber o que fazer da minha vida, qual rumo tomar, a única certeza que tenho é que devo tomar a iniciativa, dar o primeiro passo, agir, ter a atitude mas, e o medo ? o medo de errar, o medo de estar só, o medo de falhar, de não dar conta e o pior, o medo de me arrepender, de querer retroceder, de voltar atrás e de ser tarde demais.... eu sei que preciso recomeçar, me reinventar, mas ao mesmo tempo me sinto velha demais para isso, e é exatamente assim, o motivo pelo qual ninguém acredita que seria capaz de jogar tudo para o alto e gritar "BASTA", eu mesma duvido de mim, por isso, talvez, demore pra tomar uma decisão.

Tem um ditado que diz "Os incomodados que se mudem" e eu estou incomodada e se estou me sentindo assim quem deve se retirar sou eu.

Não quero me colocar no lugar de vítima, quando o sentimento se esvai é porque uma série de fatores contribuiu para que se chegasse onde estamos, não há culpados, há fatos, situações que não foram resolvidas a contento e que nos trouxeram até aqui.

Não é recente. é antigo, muito antigo, duas décadas talvez, e eu não tive coragem quando era mais nova e fico me perguntando se terei coragem agora prestes a fazer sessenta e seis anos de idade...cara, foi uma vida inteira de contrariedade, de mágoas acumuladas, maquiando uma cara suja pra disfarçar a infelicidade de ambos.

Não dá mais porque não dá, esgotou, acabou, nem uma gota, nada vezes nada, fim.

"E agora José ?

A festa acabou as luzes se apagaram...e agora José ?" ( Carlos Drummond de Andrade)

E agora dona Silvia ?! O que fazer quando a vida se torna dura e perde totalmente a graça e o sentido no finalzinho do segundo tempo sem direito a prorrogação ?

E agora José ?!?!?!

Tenho algumas poucas certezas e nenhuma resposta.... vida segue.... nua, dura e crua.




sábado, 25 de outubro de 2025

Como estou ?!

 Olá, faz tempo novamente que não dou as caras por aqui. Há dias tenho pensado em escrever, não por gosto mas, por necessidade. Ando mal...com raiva do mundo com raiva de mim e este sentimento não me ajuda em nada, ao contrário me põe cada vez mais para baixo, por isso pensei : é necessário escrever pra poder tentar me entender, sim, na minha cabeça tudo tem um sentido tudo tem um por quê e, as vezes descubro nas entre linhas as respostas ou melhor as justificativas para os meus atos e pensamentos que na maioria das vezes são muito ruins.

Certo, ok dona Silvia mas vale mesmo à pena gastar o meu tempo com as minhas escritas mesmo tendo a consciência que todo e qualquer pensamento aqui descritos, com toda a certeza do mundo, passarão pela minha censura e por todos os filtros inimagináveis ?! É uma boa pergunta não é mesmo ?! E querendo ou não eu própria já tenho a resposta e é NÃO !

NÃO quero ser julgada, NÃO quero ser mal vista e por vezes, terei vergonha de mim mesma, de tornar publico esse meu lado tão aterrorizador (vocês não fazem ideia de quão tenebroso são meus pensamentos, os meus julgamentos as minhas opiniões).

Resumindo: minha necessidade é de me rasgar inteira, verbalizar tudo, tudo o que me corrói e que me faz muito, muito mal... já ouvi : "procura fazer terapia, vai ser bom e te ajudar bastante", contudo eu admito NÃo confio em psicólogos assim como NÃO confio em padres ou livros de auto ajuda.

O meu "Desconfiar" não é à toa, não confio porque acredito que ninguém é especial ou especialista o suficiente sem se deixar envolver de acordo com suas crenças e sua bagagem de vida, mesmo tentando ser imparcial todo mundo têm suas convicções e serão, querendo ou não, influenciada por elas.

Difícil me entender ?! Sim, Talvez,  Não...parto daquela máxima de que Livro de autoajuda ajuda quem escreve o livro e ponto.

Dizem que as soluções para os nossos problemas estão dentro da gente, basta querer enxerga-las, claro que, primeiro admitindo que exista "o problema" e em seguida procurar as inúmeras saídas para resolver este problema, as soluções podem ser muitas e escolher é a parte mais difícil. Tudo, tudo, tudo nesta vida são consequências das nossas escolhas.

Faça Sempre Boas Escolhas !!!!! (pra Você) Bonito de dizer, difícil de fazer....aliás toda frase bonita é tão somente bonita e por vezes hipócrita..."Faça o que eu digo mas Não Faça o que eu faço" e é assim, essa vida é assim...quando se deixa o amargor entrar dentro de você nada mais é bonito muito menos o espelho.

Concluindo : Talvez, veja bem, eu disse Talvez escrever me ajude a entender melhor essa fase pela qual estou passando, mas esse "escrever" não pode ter filtros muito menos ser compartilhado, aliás o compartilhar tem muito a ver com o nosso Ego (temos a necessidade de sermos admirados seja pelas virtudes, defeitos ou até mesmo pelas nossas fraquezas) então esse escrever terá que ser de uma maneira que ninguém tenha acesso a não ser eu mesma, pra poder me entender, me recriminar, me absolver ou me condenar.

Farei isso.

Por aqui continuarei escrevendo as coisas menos pesadas pura e simplesmente para massagear o meu ego.

Pra você que leu até aqui acredite esse texto não vai te ajudar em nada, mais um motivo para lhe agradecer :

 "Obrigada por me ouvir".

 


quinta-feira, 10 de julho de 2025

Aqui, novamente !

 Puxa vida eu gostaria de relatar tantas coisas mas algo definitivamente me impediu de escrever, e esse algo tem a ver com aquela motivação que hoje ficou vaga e sem sentido...pra quem ? e por que escrever ?!

Penso que escrever para mim era um termômetro de como as coisas caminhavam e como tudo se alinhava nessa minha cabeça deveras confusa.

Sinto falta do que sentia porque agora já não sinto mais... antes era me sentir confusamente viva e agora o sentimento é de perda e quando falo em perda abranjo muitos significados, como perder pessoas, amigos, amores, perder o ânimo, a alegria, o friozinho na barriga, perder o entusiasmo, enfim, perder.

E junto com essas perdas vem o sentir falta de algo que hoje já não é mais possível e tudo isso causa um grande vazio e tristeza dentro de mim.

Ainda ontem pensei... puxa vida que falta que eu sinto da minha mãe chegando aqui em casa, o barulho da chave no portão, os seus passos lentos abrindo a porta da sala com um "Silvia" sibilado baixinho para não acordar quem estivesse dormindo, ela se aproximando da mesa da cozinha me perguntando "tem café ?!" Hoje não tenho mais isso e de verdade, quanta falta eu sinto !

Minha mãe tem oitenta e cinco anos e falo com orgulho que ela mora sozinha, faz sua comida, cuida de si mas a idade pesou e já é muito difícil pra ela caminhar poucos metros até chegar aqui em casa como fazia antigamente, e eu sinto falta e isso pra mim também é uma perda.  Me aflige pensar que um dia eu não terei mais a minha mãe, me dói profundamente o coração.

Já se sentiu insatisfeito consigo mesmo ?!

Eu sim, várias e várias vezes, penso que me cobro demais, penso que deixo muito a desejar em tudo que faço ou penso, as expectativas não alcançadas me decepcionam e o poço se aprofunda num buraco sem fim. E não pense que isto é depressão, não, não é e nem quero me comparar com aqueles que sofrem com este mal, aliás mal do século, enquanto outrora as pessoas morriam de tuberculose hoje em dia é essa maldita depressão. Bem, mas não quero desviar do assunto, quero falar de mim, das coisas que ando fazendo e daquelas que me afligem, roubando, muitas vezes, as minhas noites de sono.

Ano passado foi difícil, um amigo muito especial teve um AVC grave e quase morreu, mas ficaram as sequelas, o lado esquerdo paralisado, dificuldade na fala e outros comprometimentos que lhe tiraram a autonomia, triste muito triste... uma outra amiga, três anos mais nova que eu, descobriu um câncer generalizado e em menos de um mês pós cirurgia veio a falecer, desolador.

Todos esses acontecimentos mexeram muito com o meu emocional, e pela primeira vez me descobri "Velha", velha no sentido da finitude e é muito triste saber que o nosso tempo se esvai.

As redes sociais nos massacram  vendendo "milagres" com procedimentos estéticos, viagens mirabolantes, o fitness em busca do corpo perfeito, milhares de receitas para rejuvenescer, ficar saudável depois dos sessenta, e qualidade de vida daqui e melhor idade dali e blá blá blá blá blá blá....mas meu espelho é cruel, sem compaixão me esfrega na cara como estou velha, os sulcos profundos, as linhas de expressão, a ausência do colágeno a falta de elastina. Por que é tão difícil aceitarmos a realidade ?! Dizem : "aceita que dói menos". Não, não dói menos, dói igual e além de doer tenho consciência de que nenhum procedimento estético é permanente, os anos irão passar e a velhice vai bater. Bem, vamos deixar isso pra lá....

A Leitura

Estou em falta com as minhas leituras, chegamos à metade do ano e até agora não li um livro sequer, deixei passar todo esse tempo me dedicando a outros afazeres e quer saber ? tenho convicção de que isto não é desculpa. Ler é um exercício e como todo exercício é preciso praticar, ter disciplina, resumindo, ando mesmo muito indisciplinada.

Outros Afazeres...

A costura preencheu boa parte do meu tempo, sim, andei costurando muito, não sou costureira profissional mas gosto bastante do ofício, quando costuro sempre lembro da minha vó Felicidade que era uma excelente costureira, tenho tantas lembranças da minha vó...dia desses fiquei pensando nela e como minha vida teria sido relativamente diferente caso ela vivesse por mais tempo. Foram apenas sete anos de convívio e ainda hoje tenho a imagem nítida da minha vó, seus cabelos, suas mãos, a máquina de costura, o barulho da máquina, lembro dos lençóis impecavelmente passados e brancos estendidos na cama com o cheirinho de talco "jonhson" para bebê, puxa , me lembro de tantas coisas !

Das Atividades Físicas...

Minha vida sempre foi sedentária, pra não dizer 100% houve épocas que me propus a caminhar, e isso era bom, suava a camiseta e o pensamento divagava, noutra ocasião resolvi esporadicamente fazer hidroginástica e yôga na ADPM (associação desportiva da polícia militar) mas quando virei os cinquenta anos uma chavinha dentro de mim também virou, e fui em busca de uma academia perto de casa que me obrigasse a manter uma certa rotina e foi o que fiz, depois veio a pandemia e uma longa pausa de dois anos se instalou, até que por fim resolvi voltar, aí já estava com outra cabeça, outros objetivos e bem mais focada, foi quando decidi aprender a nadar.

O Esporte da Minha Vida...

Nas minhas primeiras aulas de natação achei que não fosse conseguir mas, por nenhum momento pensei em desistir, o "tal do bichinho" já havia me mordido. Hoje a minha performance é relativamente boa para a minha idade. Nado mil e duzentos metros três vezes por semana e na sequência tento manter a rotina da musculação mas nem sempre consigo, é chato e não me dá prazer, mesmo assim me obrigo, penso sempre que envelhecer é uma guerra e é preciso se preparar para tal, nada garante que eu vá envelhecer bem mas, pelo menos a consciência estará tranquila.

Pausa na Academia....

Meu plano venceu dia 29 de março e a princípio não quis renovar, preferi dar um tempo. Havia outras prioridades e a Academia estava deixando muito a desejar, principalmente no quesito manutenção. No mês de Abril foquei na minha saúde que não andava lá muito boa, sentia dores aleatórias no meu corpo, um mal estar que, pra variar um pouquinho, nunca soube diferenciar se é real ou "coisas da minha cabeça". Fui aos médicos, fiz vários exames, mudei minha alimentação. Resultado...alguns "ites", gastrite, esofagite, inflamação no útero e chega, tá bom né ?!

Mudar ou Não de Academia ?!

No começo de maio já estava pronta para retomar as atividades físicas mas havia uma dúvida, permanecer ou não na academia antiga. Motivada por uma amiga fui conhecer uma Academia nova e diga-se de passagem "nova" em todos os sentidos. Uauuuu!!! que Academia !!! Daí, sem tomar nenhuma decisão precipitada resolvi experimentar por dez dias.

Prós e Contras

A academia nova é cara e quando digo cara quero dizer que seu valor é quase três vezes mais que o valor da academia antiga. Primeira pergunta :" posso pagar ?!" apertadamente sim, por isso fiz o teste dos dez dias pra ter certeza se valeria à pena gastar tanto dinheiro. Foram dez dias super corridos e as diferenças entre as academias são contrastantes. Academia nova - piscina de 25 metros, a antiga - 16 metros, academia nova- água limpa e transparente, manutenção diária com profissional gabaritado, aulas individuais exigindo o máximo de cada aluno, tudo muito técnico e desafiador, houve dias que pensei ter deixado o coração embaixo d'água, na musculação aparelhos digitais, tudo novinho e as aulas de yôga então, puxa como foi bom !

Minha Decisão

Depois de pesar os prós e os contras optei pela academia antiga. Aí vão me perguntar "mas lá não era tão bom?! " Sim era, bom demais até, mas decididamente não dei conta e nem acho que daria ou seria feliz na academia nova. Por ser cara me obrigaria a ir todos os dias e não, não são "obrigações" que quero pra minha vida, aliás ando fugindo de algumas quando possível, e outra, não nasci pra viver de fazer uma coisa só, como ficariam minhas costuras e a minha leitura, me sinto feliz em fazer de tudo um pouco e a academia nova iria me consumir.

De Volta para o meu Aconchego

Dizem que a gente não deve parar na mesmice mas sinto em lhe desagradar, o meu cotidiano me faz feliz. Não gosto de surpresas na vida, gosto de estar confortável, saber antecipadamente o que vem pela frente, sou assim, fazer o quê ?! Voltei feliz pra Academia antiga, lá não me exijo tanto, saio da piscina com o coração batendo no seu devido lugar, não há elevador para chegar na musculação e os aparelhos são da idade da pedra, sem aulas de yôga infelizmente, o que mais me entristeceu. e pra fechar o assunto, as minhas amizades, todas preciosas demais para abrir mão, momentos de pura descontração, muitas risadas, muitas confidências, não pude abrir mão.

Encerrando o Assunto

Então é isso... voltei para o blog, voltei com os meus questionamentos, para as minhas crises existenciais, para as minhas angústias, os meus medos, para as minhas reminiscentes lembranças, voltei para a academia antiga, agora muito mais focada que antes e bora viver...... 

 


  


sábado, 22 de março de 2025

..."cadê você que nunca mais apareceu aqui"...

 ...sinto sua falta...me doeu muito o que lhe aconteceu...acompanhei de perto sem me intrometer, afinal quem sou eu ?! depois as coisas se acalmaram e esporadicamente obtive notícias suas que nem sei dizer se foram realmente boas...imagino como você se sentiu, como deve ter sido difícil de suportar... acredite, penso em você todos os dias...se acordou bem, se está conseguindo fazer as coisas básicas, se ainda necessitas de ajuda...fico me perguntando como é sua rotina ? e o que estaria fazendo nesse exato momento... não sei de nada a seu respeito e não saber me preocupa...uma vez você disse "...o teu silêncio faz muito barulho"...pois aqui o barulho é ensurdecedor...já tentei contato pelas redes sociais e nada...nem um aceno, nada...fico pensando se estás oculto ou se realmente algo lhe impossibilita de interagir...será que você está fazendo as fisioterapias direitinho...será que está se esforçando ao máximo para ficar bom ?... será que tem se alimentado direito ? qual é o grau do seu comprometimento ? puxa, quantas perguntas sem respostas... queria muito te ouvir...saber de você como realmente se sente...deixar você desabafar, esbravejar, chorar, fazer o que você quiser e eu estaria aqui, pronta pra te ouvir mesmo que de longe mas, infelizmente totalmente impotente pra te ajudar de perto... é meu amigo, não sou o que você pode chamar realmente de amiga...deixo muito a desejar mas mesmo sendo essa amiga torta, cheia de defeitos minha amizade é fiel e jamais esqueço de você, então por N motivos se cuide, dê o seu melhor, você é forte e corajoso e passar por tudo isso só confirma o que eu digo e se, um dia quiser me procurar estarei sempre aberta a te ouvir... fique bem ! sua amiga eterna silvia.








quarta-feira, 19 de março de 2025

Primeira postagem de 2025

É, já se passaram quase três meses que o ano começou, e como sempre digo, depois da passagem de ano, piscou o olho é carnaval, só que o tempo anda tão apressado que ao abrir os olhos me vejo ás portas da Páscoa...e assim seguem os dias, as semanas, os meses...isso me dá uma sensação estranha de que o tempo é como areia nas mãos e ao vento, difícil de segurar.

Não fiz planos para 2025, aliás nem sei como vai ser, tento viver um dia de cada vez, mas quando os afazeres e as responsabilidades se acumulam é quase impossível conter a ansiedade.

Não li nenhum livro ainda, fico aborrecida mas não tomo iniciativa, os livros estão lá, encostados, esperando que eu abra a primeira página... quando ?! só Deus sabe !

Tenho me dedicado a costura mas, só a costura, não me basta.

Tenho feito as aulas de natação e quanto a musculação, bem aí já são outros quinhentos, fazer por obrigação é diferente de fazer por satisfação e prazer, por isso a musculação está sempre em segundo plano.

Este ano fui conhecer uma Academia nova, bem diferente daquela que frequento. Uauuuu ! Que Academia!!!! A estrutura é excelente, o que justifica o alto valor da mensalidade. 

Meu plano da academia atual vence agora, finalzinho de março e cogitei a possibilidade de trocar só que estou em dúvida e não vou fazer nada precipitado.

Estou naquela fase péssima da angústia, ansiedade, tristeza, desânimo...tenho um acúmulo de exames médicos para fazer e minha atual preocupação é com a saúde do meu corpo. Preciso primeiro cuidar de mim para depois decidir os rumos que desejo percorrer.

Então é isso... essa primeira postagem de 2025 é pra dizer, resumidamente, que de mim nada sei e que, o tempo não anda lá ao meu favor e que por hora, com muito pesar, interrompo a academia.

Triste !


terça-feira, 31 de dezembro de 2024

31 DE DEZEMBRO DE 2024

 Último dia do ano e eu precisava estar aqui...

Ainda é cedo e não comecei as atividades que vão consumir boa parte do meu dia por este motivo escrevo com certa tranquilidade.

O que dizer sobre este ano que passou ?! Aliás devo fazer uma correção, os anos ultimamente não passam, eles voam na velocidade de um jato supersônico e assim se eu piscar o olho neste exato momento estaremos comemorando o carnaval mas, voltemos a falar de 2024... foi um ano de relativa tristeza e a mais profunda delas foi constatar o que o espelho não nos deixa negar, envelhecemos, na mesma velocidade do jato supersônico, como dizia e cantava Raul Seixas..."eu devia estar contente...eu devia agradecer....eu devia estar alegre....eu devia estar sorrindo..." Como somos ingratos com a vida ! Ou a vida que nos é ingrata ?! Ela teima com certo sarcasmo em esfregar na nossa cara que estamos esbarrando na nossa finitude e o que fizemos ?!?! Ainda temos chance de recomeçar ?! Muitos questionamentos me atormentam...achamos que está tudo bem quando os dias seguem mornos, sem percalços ou surpresas mas de repente o mundo vira de cabeça para baixo e o que não é do nosso controle nos atropela esfregando nossa cara no chão...somos humanos passíveis de erros, somos humanos e percebemos nossa fragilidade quando pessoas próximas e queridas são atingidas pela doença limitando-as ou excluindo-as de viver, aí você para pra pensar..."foram elas mas, poderia ter sido eu..." Sempre digo que envelhecer é uma guerra e para enfrentar esta guerra precisamos estabelecer estratégias, não para vencê-la mas, para continuar seguindo adiante, e é nisso que devemos nos concentrar, fazer o que é possível para o nosso bem estar físico, emocional e espiritual. Vamos colaborar com a gente mesmo e com aqueles que se importam e se empenham em nos ajudar, não estamos sozinhos mas devemos querer estar acompanhados. 2025 está prestes a começar...um quarto de século e temos, bem ou mal, a felicidade de viver estes dias, vamos aproveitar as escassas oportunidades, fazer o que nos compete e torcer para que a sorte venha nos encontrar. Então, é o que desejo à todos SAÚDE E SORTE.

FELIZ ANO NOVO !!!!!!




quinta-feira, 29 de agosto de 2024

"Yes I can !!!"

Dizem que Agosto é mês do Desgosto, dizem também que Agosto é mês do Cachorro Louco, outros dizem que chega o Natal e Não Termina Agosto, dizem e por aí vai....pobre mês de Agosto !

Pois é ! Está acabando o mês de Agosto e admito que não foi um mês nada fácil pra muita gente, quanto a mim houve um acontecimento que me abalou profundamente mas é algo de ordem pessoal e não me vejo preparada para escrever a respeito mas, por outro lado, outras coisas legais também me aconteceram e, essas sim, desejo muito falar sobre elas...

Foram conquistas pessoais advindas do meu esforço físico, mental e emocional.

Uma delas foi ter finalizado o décimo segundo livro do ano de 2024. Pode parecer uma bobagem mas havia me proposto a ler um livro por mês até fechar o ano e, pasmem, consegui este feito agora em pleno mês de Agosto, ou seja, com certeza superarei a minha meta.

Outro fato que aumentou muito minha autoestima se deu ontem na piscina. Já estava combinado desde a semana passada que faríamos o desafio do nado crawl, trinta minutos seguidos, sem interrupções e, para minha alegria, realizei o desafio com sucesso, foram trinta e cinco chegadas de nado livre ininterruptos totalizando mil cento e vinte metros, uauuuu ! que sensação maravilhosa !!!!

Agora podem falar que sou "metida" até debaixo d'água, sim, eu sou e, nada vai anular minha satisfação em ter feito algo tão surpreendente, algo que nunca imaginei que um dia seria capaz, um ritmo uma meta que julguei irrealizável e que agora me sinaliza com letras garrafais "YES I CAN !!!!"






35 chegadas em 30 minutos = 1.120 metros de nado livre (crawl) uhuuuuu !!!!!




 



segunda-feira, 26 de agosto de 2024

"Décimo Primeiro Livro do Ano de 2024"

Volume 2 - "A História do Novo Sobrenome"

Minhas impressões sobre o livro :

Esta é a segunda fase da história das duas Amigas, Lenu e Lila. O primeiro livro contou sobre a infância das duas meninas; como se conheceram a fase da pré-adolescência até o casamento de Lila aos dezesseis anos de idade. Neste segundo momento a narrativa gira em torno do destino que cada uma seguiu : a vida de casada de Lila e a vida focada nos estudos de Lenu.

Ambas as jovens e seu grupo de amigos e familiares vivem num bairro pobre em Nápoles e toda a trama gira em torno deles, das amizades ao envolvimento precedido de paixões e ideologias, características inerentes a juventude. 

O pano de fundo são os ideais políticos que permeiam os relacionamentos dos jovens em plena década de 60, alguns voltados ao conservadorismo outros em busca de liberdade e mudanças.

Em vários momentos as amigas ora se aproximam ora se afastam e os motivos desses conflitos estão relacionados a uma disputa invisível alimentada por uma admiração indiscutível que sentem uma pela outra.

Alguns temas abordados, ao meu parecer, foram muito relevantes, cito como exemplo o papel das mulheres na sociedade machista da época.

Confesso que fiquei chocada com a violência e o estupro que Lila sofreu do próprio marido em plena noite de núpcias mas o que me deixou ainda mais perplexa e revoltada foi o fato de todos e, principalmente de algumas mulheres, incluindo a própria mãe de Lila, afirmar que aquelas surras se faziam necessárias para corrigi-la, ou seja, a sociedade da época encarava a violência doméstica não como um abuso, mas como um corretivo, um direito concedido ao  marido de agredir sua esposa caso achasse necessário, eram as leis do matrimônio, ou seja, o que outrora poderia ser considerado como natural hoje encaramos algo inadmissível.

Bem ! É isso ! Realmente o livro se assemelha muito a uma série, a descrição da autora Elena Ferrante é tão precisa que passa mesmo um filme na cabeça.

Lembrando que ainda faltam mais dois livros para finalizar a Saga da "A Amiga Genial"

Então Até !




Volume 2

História Do Novo Sobrenome - Elena Ferrante



sábado, 10 de agosto de 2024

"O que não faz Sentido"

 Muito muito muito triste...um poço de tristeza, um nó na garganta, aquela vontade de chorar alto de poder gritar... o que é justo ou injusto nessa vida ? Por que exigir explicação ao que é inexplicável ?! Seria a vida tão cruel e carrasca ao ponto de não nos dar nenhuma chance ? Milhões de por quê(s) sem respostas perambulam na minha mente....haverá possibilidades se eu mentir que acredito que tenho fé ?! Cadê você que nunca mais apareceu aqui ?! Cadê você pra me fazer sentir idiota e patética ?! Cadê ?! Cadê você ?!

domingo, 4 de agosto de 2024

"A Vida da Gente em Quatro Volumes"

 Estou lendo um livro que conta a história de duas amigas, uma história de vida que compõe quatro volumes, pois bem, agora cedo, ainda no comecinho do segundo volume fiquei pensando no trecho em que me encontro e, muitas coisas me passaram pela cabeça, uma delas é que a vida da gente, tal qual a história das duas amigas, pode ser traduzida em quatro volumes.

Volume I - "A infância e Pré-Adolescência"

Volume II - "Juventude"

Volume III - "Tempo Intermédio"

Volume IV - "Maturidade e Velhice"

Fazendo uma relação com a minha vida, me encontro neste exato momento no volume quatro.

Olhando para trás posso resumir em poucas palavras o que foi de mim...

Minha infância e pré-adolescência foi boa, digo isso com a alegria de uma menina que teve pai, mãe, irmãos, avós, primos e amigos, embora os tempos tenham sido difíceis financeiramente, meus pais nunca nos deixou faltar nada, nunca nos envergonhamos por sermos pobres e nunca nos sentimos diminuídos em nenhuma situação.

Quanto a juventude já foi um pouco mais complicado passar por ela, eu, particularmente, sempre fui dotada de muitos medos e muitos complexos, me achava gorda e feia e tentava fazer amigos com o meu dom de desenhar, os assuntos eram tímidos, tinha vergonha de tudo inclusive de falar, sem contar que nesta fase as paixões eram intensas e quase sempre não correspondidas.

Já o tempo intermédio foi o mais pesado de todos, foi o tempo das exigências, cobranças de responsabilidades, foi o tempo das escolhas importantes, aquelas que traçam o nosso futuro, as pessoas chamam esta fase de "fase que plantamos", a gente não se dá conta da relevância desse momento estamos tão ocupados em fazer o que precisa, necessariamente, ser feito que, nos deixamos levar pelas circunstâncias e a gente só percebe que haveriam outros caminhos caso nos propuséssemos às mudanças quando já é tarde demais, pois é, foi tudo tão atropelado e afoito !

Atualmente vivo meu quarto volume, talvez na segunda fase da maturidade e prestes a pisar com o pé na velhice e esta sim, me assusta. Chamam esta fase de "fase da colheita", difícil separar os frutos maduros dos que apodreceram.  O que eu sei de mim é que agora, neste exato momento, eu sei o que quero, o que desejo, sei discernir melhor meus sentimentos, sei perfeitamente das minhas limitações, e sei também o que me impede de agir, isto tudo é um estado de consciência elevado que, na verdade, não sei se me ajuda ou me destrói. Talvez ambos. Me ajuda no sentido da lucidez em que me encontro e me destrói porque não vislumbro coisas boas para o meu breve futuro.

Por isso me dedico a leitura, os livros me contam histórias que, muitas vezes, me faz parar para refletir e assim fazer uma pequena analogia com a minha vivência, a de hoje, por exemplo, foi essa que resume a vida da gente em quatro volumes...

sexta-feira, 26 de julho de 2024

"Crime e Castigo" - Fiódor Dostoiévski

Décimo livro do ano de 2024 "Crime e Castigo" - Fiódor Dostoiévski

Minhas impressões sobre o livro :

Bem, há vários assuntos que gostaria de comentar, dizer apenas que o livro é surpreendentemente fantástico é muito vago então, tentarei me expressar melhor...

O que mais me impressionou, de um modo geral, foi a escrita, porque não é um simples narrar, "contar uma história", o autor usa a terceira pessoa para fazer a descrição dos personagens que vai muito além das suas características físicas, a abordagem psicológica de cada um nos envolve de maneira tal, que mergulhamos de cabeça na psique humana.

O enredo conta a história de Raskólhnikov, um jovem estudante, pobre e desesperado, que logo nos primeiros capítulos comete dois crimes. De acordo com sua teoria tal ato se justificaria, contudo mesmo convicto de ter extirpado da sociedade um ser tão abominável, começa dentro de si uma batalha para lidar com a culpa, no decorrer da história o jovem passa por vários estados de torpor, angústias, medos e questionamentos, é interessante ressaltar que em nenhum momento ele se arrepende do crime que cometeu, a sua dúvida fica por conta de se entregar ou não a justiça para cumprir o seu castigo.

Como já disse antes, o mais incrível deste livro é a abordagem psicológica que envolve o personagem, o autor consegue exprimir em palavras os pensamentos do jovem estudante, seus sentimentos e tudo o que justificaria seu comportamento consciente e inconscientemente.

Sem revelar muito, pra mim, o final do livro foi satisfatório, não houve falhas nem brechas, um final coerente com a história e com uma mensagem positiva e de esperança para o personagem principal.


Citação do livro :

...Toda a gente se arranja como pode e, de todos, aquele que melhor vive é o que melhor sabe iludir-se a si próprio...







sábado, 20 de julho de 2024

"Jazigo Eterno"

"Jazigo Eterno"

"Se" eu fosse enterrada num jazigo pediria para escrever na minha lápide :

 "Eu Sou Você Amanhã" 

Quer verdade mais verdadeira que esta ?!

 Verdadeira e Certeira !

Digo "se" porque já deixei claro que é de minha vontade ser cremada mas, como a lei nem sempre age de acordo com nossas vontades, vamos aguardar as circunstâncias para saber o que será de mim.. ainda mais que morto não opina.. assunto fúnebre não é mesmo ? Mas o que fazer se a morte faz parte da vida ?!

Que introdução funesta ! Tudo isso pra dizer que esta semana estivemos no cemitério para resolvermos o problema dos mortos e dos vivos.

Explicando a situação :

Temos um jazigo no cemitério Quarta Parada que foi adquirido pelo meu bisavô em meados do século passado, pois bem, a maioria dos cemitérios da cidade de São Paulo foram terceirizados por uma empresa denominada "Consolare", acontece que no começo do ano foi nos dado um prazo, relativamente curto, para fazer o recadastramento, caso contrário perderíamos a posse do mesmo. Bem, os herdeiros diretos do jazigo são seis pessoas ao todo, incluindo minha mãe, a mais velha de todos, e, apenas ela e sua prima estão a par da situação atual mas, o que aconteceu foi o seguinte; na hora "H" precisavam de um nome que se responsabilizasse pelo jazigo, desculpa dali, desculpa daqui sobrou pra quem ?! Para esta reles mortal que vos fala, sim, até aí tudo bem, dei o meu nome porque seria um elo de informação entre os herdeiros diretos, tão somente isso, mas qual ?!?! No começo do mês recebi uma linda cartinha da "Consolare", nela anexado um boleto, num valor nada razoável para o meu bolso, determinando que eu pagasse uma taxa anual de manutenção, que massada !!!! Esta semana estivemos lá novamente para resolver este impasse : se desfazer ou não do jazigo ?

Olha só como são as coisas....

Temos um Jazigo ? Não, não temos, o que temos é tão somente uma concessão, pois bem, se você quiser ter um jazigo, digo, uma concessão terá que desembolsar uma quantia razoável por ele, isso dependendo do tamanho do mesmo, o nosso, por exemplo, é composto de uma capela com oito urnas, quatro de cada lado mas duas foram soterradas com o tempo, nelas jaz meus bisavós, e lá permanecerão, os donos da campa, daí o nome de "jazigo perpétuo". Se não quisermos mais o jazigo temos que devolvê-lo a "Consolare" e todos que ali estão, seriam encaminhados ao ossário coletivo. A avaliação do jazigo varia de acordo com o tamanho do terreno e aos herdeiros caberia 30% apenas do valor da terra, ou seja, uma ninharia. Eis a questão : "Ficar ou não com o jazigo ?"

Situação legal do jazigo :

Das seis gavetas restantes, quatro estão ocupadas e duas abrigam caixas com os ossos dos corpos daqueles que foram exumados, portanto, Não há Vagas ! Nenhuma caixa se encontra identificada, o que dificulta requisitá-la caso se queira cremar os ossos de algum ente querido e dar-lhe um outro destino qualquer. Fora isso, ao requisitarmos a relação de todos os nomes e exumações desde a sua inauguração, descobrimos que as informações estão incompletas e desatualizadas e a culpa da incompetência, só pra variar um pouco,  recaída a administração anterior. Questionamos as caixas com os ossos  que estão sem identificações e a desculpa foi "se apagaram com o tempo", ou seja, não dá pra saber quem é quem dentro daquelas caixas.

Situação atual do jazigo :

É de cortar o coração. A capela foi invadida pelos bandidos e totalmente depredada, as janelinhas de ferro nas laterais ficaram tão somente os buracos, alguns vidros da porta foram quebrados na intenção de levá-la contudo, não o fizeram, todas as fotos e inscrições em bronze foram arrancadas, permaneceu o altar, dois vasos de louça e a imagem de um metro da santa, toda desbotada e carcomida pela ação do tempo e com uma das mãos quebradas. Triste.

O que fazer então ?!

Cogitamos a possibilidade de reformarmos o jazigo. Há duas empresas cadastradas para fazer o serviço e o orçamento que nos passaram condiz com o valor aproximado com os 30% que nos ofereceram caso abríssemos mão do jazigo. Ó dúvida cruel : Fazer ou não fazer a reforma da campa ?!

Minha modesta opinião :

Eu preservaria o jazigo. Tanto pela questão material (financeira) como pela questão sentimental, embora eu não tenha religião e nem pretensão nenhuma em ir parar numa daquelas gavetas, eu ficaria com ele em memória dos entes queridos que lá estão (mesmo sem identificação) deixemo-los lá e em paz.

O que precisaria ser feito então ?!

Desocupar as gavetas, há pessoas que não tem parentesco direto com a família e as que tem deveriam ser exumadas e cremados os ossos, assim liberaríamos espaço para aquela hora tão dolorosa de se precisar enterrar alguém.

Assunto desagradável que tem que ser resolvido !

Mas e você, o que faria ?!




  



segunda-feira, 8 de julho de 2024

"Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa"

 Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa...decifre, por favor !

É tudo tão certo na minha cabeça como uma conta exata de matemática, sem nenhuma outra possibilidade ou margem de erro, então por que as vezes me iludo ? Por que faço historinha besta na minha cabeça ? As coisas são como são e absolutamente nada irá mudar a menos que... (que o quê ?!)... a menos que eu me disponha a fazer diferente mas, se eu não desejo fazer diferente por que as historinhas bestas cismam em aparecer na minha cabeça ? Uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa. Há duas forças dentro de mim que brigam entre si, é um querer com um não poder, sabe quando você ama tomar sorvete desde pequenininha e atualmente sente o desejo de tomar sorvete mas, na atual conjuntura você não pode mais tomar sorvete porque se você tomar sorvete a sua dor na garganta vai piorar muito e se, por acaso, você insistir na sua vontade em tomar sorvete pode até ficar sem voz, veja bem, não estou falando em ficar rouca ou afônica, falo de ficar sem voz mesmo, sem voz pra sempre, e pra sempre, neste caso, é eternamente, então o que você escolhe ? tomar ou não tomar o sorvete ? Fácil a resposta pra quem é são, não é mesmo ?! Pior que as vezes falta-me sanidade. Tento convencer a minha cabeça sobre a escolha mais sensata, mais prudente mas, ela não me ouve, eis o problema, a minha cabeça nem sempre pensa com o raciocínio lógico, ou seja, continuo fazendo historinha besta, mesmo sabendo que uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa...resumindo, o que adianta gostar do sorvete se o sorvete não gosta de mim.

Bolas para o sorvete !

sexta-feira, 5 de julho de 2024

"Rotina : Eita vidinha besta, meu Deus !"

São três horas da tarde e sabe como foi meu dia até aqui ?! Vou lhe contar...

Levantei-me às 5:30 horas da manhã. Pergunta-me : "Pra quê ?"

Normalmente é o meu horário de acordar, faço meu café, tomo meu café, me aprumo, vou para a academia. 

Primeiro faço a natação, nado cerca de um quilômetro pelo menos três vezes na semana e depois da natação subo para o terceiro piso para fazer musculação.

Hoje a professora mudou o meu treino e quando isso acontece não adianta ter pressa para finalizar e sair de lá correndo, não e nem adianta, cada exercício tem uma maneira correta pra ser executado e se a gente não fizer direito acaba estragando o que não deve ser estragado, pois bem, fiz tudo mais ou menos bonitinho, digo isso porque em alguns exercícios as séries de 10 viraram 8 e digo isso bem baixinho para que ninguém nos ouça !

Ok, atividade física nos ascende, nos anima, uhuuuuu !!!! É assim ?! Não, não é. Quando muda o treino os músculos do corpo ficam em frangalhos, ficamos o pó do borogodó, a vontade é de se largar na cama e não fazer absolutamente nada até o dolorido passar. Eu posso isso ?! Não, não posso. Aí vem o serviço de casa, depois vem o mercado, na sequência o almoço, depois do almoço bate aquela leseira, aquela que lembra embriaguez com aguardente, difícil até ficar em pé. Mas e aí, será que agora posso descansar ?! Não, não posso. Mais afazeres, compras pra guardar, louça e roupa pra lavar....e a Vida Não Pára e nem deixa a gente parar !!!!

Mas também por que estou reclamando da minha rotina ?! Não, eu não estou reclamando, eu só vim aqui dizer que sou a pessoa mais normal e sem graça deste mundo, não tenho nada, absolutamente nada de especial, minha rotina é banal, não tem um susto uma surpresinha nada de nada.

Entonces dona Silvia deixa de bestagem e segue adiante, termina o seu dia, pelo menos com dignidade, sem devaneios ou conjecturas, nada, absolutamente nada de novo irá te acontecer, entendeu ?!

Entender eu entendi, só não concordo.

Pode isso produção ?!?!

Pode.

Arre !!!!!!!

quarta-feira, 3 de julho de 2024

Nono Livro do Ano : "A Amiga Genial" - Elena Ferrante

 Minhas impressões sobre o livro :

Uma leitura prazerosa com grau zero de dificuldade, uma história envolvente mas que não termina ao final do livro, isto porque ele faz parte de uma tetralogia literária, ou seja, fora este, há ainda mais três volumes que darão continuidade a trama. Não sei dizer se isto é bom ou ruim, a gente sempre espera que ao final da leitura haja um desfecho, mesmo que este não atinja nossas expectativas, pois bem, é um fim que não é um fim e, se você não tiver condições para adquirir os livros restantes, vai ficar sim a ver navios, acho isso meio frustrante. Sobre a autora: Elena Ferrante, é um pseudônimo, ela nunca foi vista e as poucas entrevistas que deu foi por e-mail, então ninguém sabe sua identidade ao certo, se por ventura é um homem ou uma mulher de fato, eu, particularmente acredito que seja uma mulher pelas nuances de sua narrativa, aquelas sensibilidades e particularidades tão peculiares ao sexo feminino. Parênteses (espero não ter ofendido nenhuma classe de gênero com minha observação ). Mas vamos falar da trama, tudo começa com uma ausência quando a personagem narradora recebe um telefonema do filho da sua melhor amiga de infância dizendo que sua mãe não apenas desaparecera mas que "queria também apagar toda a vida que deixara para trás". Um tanto irritada, Elena Greco, a personagem/narradora, como resposta, resolve escrever, pôr no papel tudo o que guardava na memória sobre a amiga, justamente para impedi-la de desaparecer...eis que começa a história das amigas desde a infância. A narrativa é muito do ponto de vista de quem conta a história, há um turbilhão de sentimentos bons e ruins que se afloram em muitas passagens da meninice até a adolescência de ambas, mas percebe-se que a todo momento Elena exalta as qualidades da amiga e acaba se colocando sempre em segundo plano, pois bem, são duas personalidades opostas que traçam caminhos diferentes e paradoxalmente se completam entre si.... Mas quem é "A Amiga Genial ?" a exaltada ? ou a que exalta ? Pra mim, sem dúvida nenhuma é Elena Greco, aquela que conseguiu traduzir em palavras e tão fielmente os seus sentimentos.

Então é isso, recomendo a leitura do livro e lembre-se ele tem "continue..."




Bom Livro !

terça-feira, 2 de julho de 2024

"Entristecendo..."

 Eu deveria estar aqui para escrever minhas impressões sobre o último livro que li e ao invés disso estou eu aqui entristecendo e tentando mais uma vez exteriorizar todos estes sentimentos que me invadem mesmo sem a minha permissão.... no meu cotidiano me sinto alegre e menina e, raríssimas vezes desejo ser sensual como uma mulher, aquela que penso ter sido um dia...é fato que me sinto mais próxima da menina  que da mulher, ser menina é mais fácil, me deixa débil, me infantiliza, ninguém repara e todos perdoam as minhas falhas e imperfeições; já a mulher, que fio que me resta?! se é que me resta ?! Não sei dizer...hoje, durante o banho, os raios de sol entraram pela janela e deram luminosidade a água do chuveiro deixando-a furta-cor, ali por um momento, desejei ser mulher novamente, por um instante me vi no espelho e me achei bonita, o sentimento que me invadiu foi muito mais que autoestima ou felicidade, foi uma sensualidade revelada e forte como se eu tivesse retrocedido no tempo e de fato ter vivido aquele momento de intimidade. Essa sensação boa perdurou tempo suficiente até que eu voltasse pra minha realidade, mas a realidade é assim, nos puxa o tapete, nos faz cair no chão sem dó nem piedade... agora à pouco entristeci e nem a menina débil quis trazer pra perto de mim...não acho que está certo isso e tão pouco acho que mereço...será que um dia eu vou, de fato, tornar a me permitir ?!

quinta-feira, 20 de junho de 2024

Oitavo livro do Ano :"O Idiota"- Fiódor Dostoiévski

"O Idiota" de Fiódor Dostoiévski. Livro de 681 páginas escrito em 1868.

Minhas Impressões sobre o livro :

Antes de fazer qualquer comentário, reforço que aqui deixo tão somente minhas impressões pessoais, ou seja, não é um resumo, resenha ou qualquer outro parecer técnico, mesmo porque não sou capacitada para tal. Os registros aqui descritos falam muito mais de mim enquanto leitora, e das sensações que se delinearam durante a minha leitura.

Uau ! Que livro ! Que história ! Quando dizem que clássico é clássico por favor acreditem !

O escritor russo Fiódor Dostoiévski é magnífico, um gênio na arte de se expressar, a sua narrativa me deixou perplexa e envolvida por cada um de seus personagens, não é à toa que o consideram além de grande  escritor, romancista, filósofo, um dos maiores pensadores da história.

O romance é narrado em terceira pessoa e algumas vezes há um diálogo entre o escritor e o leitor para elucidar alguns pontos que ficariam obscuros caso não o fizesse. O perfil psicológico de cada um dos personagens é minucioso, intrínseco, o autor consegue descrevê-los com tanta particularidade que os tornam inteiros dentro da sua humanidade com seus vícios, defeitos, virtudes e paixões, tornando-os reais.

Algumas curiosidades me chamaram a atenção; relacionei muito o personagem principal com o próprio Dostoiévski, ambos sofriam do mesmo mal, a epilepsia, além de outros aspectos como por exemplo a passagem do condenado á pena de morte e os minutos que antecederam ao receber o indulto antes da sua execução, o sentimento narrado é perturbador, só quem o viveu de fato poderia descrevê-lo com tanta exatidão minuto a minuto, acredito que houve ali uma catarse, ou seja, ele se valeu intencionalmente do romance para liberar todas as suas tensões outrora reprimidas.

Bem, falando da história em si, toda a trama gira em torno do personagem principal, o príncipe Míchkin, a quem chamam de idiota, foi aí que me veio a seguinte pergunta : o que seria de fato uma pessoa idiota ?!

Fui pesquisar e achei a seguinte definição :

IDIOTA : diz-se de ou pessoa que carece de inteligência, de discernimento; tolo, ignorante, estúpido.

Pois bem, o personagem não se enquadra em nenhuma dessas definições, ao contrário, ele é inteligente, culto, sensível, humanista, sonhador e por incrível que pareça o que o torna idiota aos olhos das pessoas é justamente a sua ingenuidade em se mostrar simples e verdadeiro, além de não ver maldade e acreditar naqueles que o cercam, essa personalidade mais o fato de ser epilético o tornam idiota perante a sociedade da época.

Bem ! sem mais delongas, encerrei o livro com certa dose de insatisfação dado ao desfecho desconcertante tão contrário as minhas expectativas, mesmo assim, ao final da leitura parei para refletir...pensei com meus botões...ser simples, crédulo e verdadeiro, nos dias de hoje, ainda nos faz idiota ?! Infelizmente acredito que sim.


"O Idiota" - Fiódor Dostoiévski - 1868

     


terça-feira, 4 de junho de 2024

"Antes que eu me esqueça"

 Demorei alguns dias para me decidir estar aqui falando sobre um ocorrido, mesmo porque cedo ou tarde ele será esquecido, pois assim é com nossa mente, assim é com toda gente, coisas ruins devem sim ser deletadas para que sigamos em paz.

Todos nós erramos, e se temos consciência do nosso erro, sofremos, nos martirizamos, até tentamos consertar mas, como dizia minha vó : "o quê não tem remédio, remediado está".

Houve um acidente e eu não fui sensível o suficiente para me compadecer e solidarizar, ao contrário, fui escrota, insensível, zero empática, com certeza mereci todos os xingamentos, aqueles que por educação não foram verbalizados.

As vezes erramos com quem menos merece...acontece.

Não vou tentar me justificar porque já assinei a minha culpa mas eu preciso sim traduzir minhas palavras...

A última pergunta foi : "como é que eu vou fazer agora ?!" e a minha resposta curta e grossa : " caminhe...na marra !".

 Quando a pessoa é de outro nível e pertence a outro mundo jamais vai entender o que é andar a pé, e dizer para "caminhar"  chega a ser ofensivo, ou seja, errei na mão, mas acredite, na melhor das intenções.

As pessoas vivem tão agarradas ao seu conforto que a mínima mudança trás um caos para suas vidas.

Caminhar é bom, melhora o condicionamento físico e ativa a mente, quando caminhamos os pensamentos divagam, ficamos mais criativos e sempre há uma maneira de acharmos a solução para os nossos problemas, fora isso entramos em contato com o entorno, pode ser uma casa antiga que nos faça lembrar da nossa infância, as pessoas que esbarramos, cada qual no seu cotidiano, é o casal de idosos, a criança que é levada pelas mãos da mãe, os estudantes que andam rindo à toa, a moça bonita que vai trabalhar... caminhar é prestar atenção na vida, na árvore florida, no pássaro, na plantinha...tudo isso pode parecer poético demais, principalmente pra quem nunca teve esta experiência, lamentável, as coisas mais simples são as mais poéticas pra serem vividas, consciência para poucos.

Se você parar pra pensar o acidente foi um incidente não uma tragédia, o prejuízo das perdas materiais será recuperado e reposto, talvez longe do nosso contento mas são apenas bens materiais, o mais importante de tudo é a vida, ninguém se feriu, e se temos a vida, temos a chance de fazer diferente, quem sabe por força das circunstâncias caminhar... !

Minhas sinceras desculpas.  

domingo, 19 de maio de 2024

"Fiódor Dostoiévski"

 Se queres saber não, não terminei de ler o livro "O Idiota", estou aqui apenas para dizer que estou deveras impressionada com eles, livro e autor. Finalizei apenas a primeira parte o que corresponde a mais ou menos um quarto do livro e sim, falarei sobre ela, e se, por ventura estiveres incomodado com o meu "spoiler" interrompa esta leitura e vá procurar o livro para lê-lo imediatamente, garanto que irá me agradecer.

Bem, nunca havia lido absolutamente nada de Dostoiévski e sabe por que ?! Porque sempre subestimei minha capacidade de entendimento e sempre tive aquela impressão de que grandes nomes da literatura eram grandes demais para minha cabeça tão pequena, pois bem, venci a barreira.

O livro é narrado em terceira pessoa, isso significa que quem conta a história e dá rumo aos fatos e personalidade dos personagens é o autor, eis a sacada, quem é o "Idiota" se não ele próprio ?! Quando percebi tal possibilidade corri pra saber mais sobre ele.

Fiódor Dostoiévski faleceu antes de completar sessenta anos contudo sua vida poderia ter sido bem mais curta caso não fosse beneficiado por um indulto minutos antes da sua execução, é impressionante isto não é ?! E ele descreve este momento tão terrível, a interseção dos minutos entre a morte e a vida, com a minuciosidade de quem só viveu poderia fazê-lo (isto no primeiro capítulo, uauuu!!!!). Fora isso sua origem era humilde o bastante para dificultar sua inserção aos meios literários que só privilegiavam os mais abastados na sociedade daquela época, o seu jeito de escrever foi muito criticado mas nada o deteve ou o impediu de se tornar este grande escritor. 

Então, vamos a primeira parte do livro ?!

No primeiro capítulo tudo acontece nas primeiras vinte e quatro horas : a trama e o envolvimento entre os personagens. O príncipe (O Idiota) se encontra no vagão de um trem que parte da Suiça rumo a Saint Petersburg, sua aparência é simples, quase miserável, carrega consigo de bagagem apenas uma trouxinha, sua ingenuidade em ser franco com as pessoas mais o histórico de seus problemas mentais, lhe confere, aos olhos alheios a impressão de ser um autêntico idiota, julgam-lhe inclusive as feições....e aí a história segue....

Minhas primeiras reflexões sobre este personagem em particular.

Seria mesmo o príncipe Míchkin um idiota ? E o que torna uma pessoa idiota ? Será que o fato de ser franco e verdadeiro faz dele uma pessoa idiota ? Ou a sua ingenuidade é que beira a idiotice ? Me senti idiota, igualzinho ao príncipe, e não entendo porque as pessoas tem que ser assim tão espertas, será que é assim tão assustador sermos verdadeiros idiotas ? Nos tornamos frágeis e vulneráveis, presa fácil aos oportunistas e manipuladores ?! Talvez, a princípio sim, mas um idiota de verdade vê, ele sabe, porque assim como conhece sua essência também é capaz de reconhecer as virtudes e falhas alheias. 

Minha identificação foi imediata. Sou a idiota na medida que me cabe....

Bem, eu acho que é isso que eu gostaria de dizer...por agora estou começando a segunda parte e percebo de imediato que houve reviravoltas, estou curiosa pra saber mais sobre esta história e te convido a ler Dostoiévski, sua narrativa é impressionante, zero tediosa e muito muito instigante.

Ah, só pra finalizar, no livro há uma citação deveras interessante, ei-la : " O dinheiro compra (inclusive) o talento das pessoas."

Boa não é ?! Então, Até ! 


Fiódor Dostoiévski (1821 - 1881)

"Conhecemos um homem pelo seu riso; se na primeira vez que o encontramos ele ri de maneira agradável, o íntimo é excelente."