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segunda-feira, 2 de novembro de 2020

"Resumão"

 Olá ! Nossa faz tempo que não apareço por aqui, então resolvi fazer um resumão do que ando fazendo....

Bem a última postagem foi a nossa ida para praia, o que eu não contei foi o sufoco pra voltar. Peguei, garoa, neblina, chuva, tempestade, enfim, tudo o que tento evitar a todo custo, aí me vem a seguinte reflexão, nem tudo podemos evitar de acordo com nossas preferências, existem coisas que são indiferentes a nossa vontade e se elas nos chegam não tem como fugir, temos sim é que encarar, foi uma tempestade ? Foi. Passei um sufoco danado ? Passei. Mas o próprio tempo do verbo já diz tudo, passou, passado, e se estou viva pra contar esta história e tantas outras é sinal que bem ou mal sobrevivi a todas elas, ou seja, ponto pra mim.

Segunda-feira fui à aula de canto, retomamos a teoria, é mais chato e mais difícil pra esta minha cabecinha, mas dizem por aí que, fazer coisas que nos desafiam exercitam o nosso cérebro, então, é isto que ando fazendo, exercitando a cachola.

Penso que não nasci pra uma coisa só, adoro desafios, adoro que me questione, adoro que me provoque, adoro me sentir motivada...fazer sempre a mesma coisa é um Ó !

Esta semana consegui finalizar o vestido que desenhei. Fiz o molde, lavei o tecido caso encolhesse, alfinetei o molde de papel no mesmo e fiquei com a tesoura na mão numa dúvida cruel : corto ou não corto ? Cortei. O pior que pode acontecer no processo de criação é a dúvida por isso todas as vezes que me vejo em tal situação digo à mim mesma : "quem não morre não vê Deus" .... e réque réque réque com a tesoura rsrsrsss coragem e determinação, fiz tudo exatamente como manda o figurino (olha o trocadilho) e não é que deu certo ?! O vestido ficou lindo ! (olha a modéstia !!!). Costurar por prazer dá uma satisfação inexplicável, assim como todas as coisas que fazemos por vontade própria através do nosso esforço, e conseguir, é o auge.

Aí veio o aniversário do meu filho mais velho...trinta e cinco anos, dá para acreditar ?! Não vou cogitar que estou ficando velha porque na atual conjuntura quem está ficando velho é ele, cara, trinta e cinco anos ?!!!

Me propus a fazer o bolo com todas as técnicas culinaristas que deveriam ser seguidas à risca mas que foram todas ignoradas por mim, óbvio, mania minha de agir pela intuição. Sabe aquele bolo que tinha tudo pra dar errado ? Mais uma vez o que me atrapalhou foi a insegurança e a ansiedade mas, remendando uma coisa aqui outra ali, o bolo saiu e foi elogiado, ufa ! menos mal !

Hoje é feriado, dia dos mortos....não parei pra pensar nos meus mortos ainda, com certeza haverá uma hora do dia que vou dirigir meus pensamentos à eles, acredito que lembrar deles seja uma forma respeitosa de homenageá-los.

Enquanto isto vou me distraindo com a costura....Precisava achar um livro pra ler mas tem que ser com calma, tudo que vou fazer tenho que me concentrar, acho que tenho déficit de atenção, quando digo isto as pessoas próximas ficam brava comigo dizendo que fico inventando história...sei lá ! Não consigo dividir minha atenção, estou sempre focada e a minha meta é atingir o meu objetivo, ou seja, finalizar...e se por algum motivo não finalizar aí bate a frustração e a baixa estima e nisso, por enquanto não quero nem pensar, estou na minha melhor fase, a fase do Yes I can !

Então bora bora focar !

Êta resumão bão da preula !!!

segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

"O choro secreto de Mariah"

Cansada.
Muuuito cansada.
Triste.
Muuuito triste.
Estou tentando distrair minha cabeça pensando no desafio O choro secreto de Mariah, a única coisa que me ocorre é que eu não sou Mariah, queria ser, queria ser um personagem de livro, qualquer um, podia ser o pobre  o miserável o mais feio o mais vilão o mais avesso de todos, e eu não consigo criar nada, não dá para criar quando a realidade nos puxa para baixo, para o chão duro e frio.
Quem seria Mariah ? e por que ela choraria escondido ? Escondido de quem ? E se ela chora escondido é porque ela tem medo de se revelar para alguém.
Mariah precisa mesmo ser forte ? Por que Mariah não pode gritar sua mágoa ?
Eu não sou Mariah, eu não preciso esconder nada. Será ? Será mesmo ?
Escondo tanta coisa de tanta gente inclusive de mim.
Junto com o choro secreto Mariah tem sentimentos secretos, aqueles que não devem ser revelados para ninguém, Mariah chora por conta desse sentimento, sim, tem que ser, porque Mariah sente uma coisa mas quer sentir outra.
De quem estou falando ? O desafio não era falar de mim, nem das minhas experiências, o desafio era escrever sobre este personagem que ainda não desenhei.
Quem é que chora secretamente ?
A criança com medo do escuro que não pode ter medo porque papai e mamãe vão brigar ?
A adolescente apaixonada que não é correspondida e chora esperando a vida inteira em ser ?
A mulher feita que precisa segurar a barra para a família não se desmoronar ?
A mulher madura que olha para trás e percebe que o tempo passou e que a calmaria que ela tanto aguardou virou tempestade constante ?
Mariah é um nome tão bonito, queria dar beleza e poesia a esse personagem, mas é tão óbvio ser jovem e belo. Não. Acho que Mariah deveria ser uma velha com a alma mais linda e pura de todas as almas, e o seu choro secreto deveria ser tão secreto mais tão secreto que não se revelaria nem no final da história.
Acho que estou muito triste para pensar ou escrever qualquer coisa, vou deixar a Mariah guardada, outra hora eu penso no desafio.
O choro hoje é meu, não da Mariah.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

"Medo do Medo"

Difícil falar de mim mais difícil ainda é falar dos meus sentimentos.
As vezes sou uma coisa e sinto outra, são as aparências e as aparências enganam... aos que odeiam aos que amam... (é uma música da Elis) muito bonita por sinal.
Ando pensando seriamente na minha recuperação, as vezes sinto medo... não sei explicar direito... um medo de não ser mais como antes, medo de pisar pra fora do portão, medo que aconteça algo ruim pelo caminho... medo.
Aí aperta o peito e começa dar uma angústia... não posso ter medo, o medo paralisa... já senti muito medo certa vez, e não foi medo de barata, do escuro ou de assalto, foi um medo terrível que me paralisou totalmente, foi um medo da morte, da doença, do sofrimento um medo tão grande que não conseguia pensar em outra coisa a não ser o medo, sentia um peso enorme nas pernas me arrastava curvada para chegar a qualquer comodo da casa, não comia e minha cabeça não pensava, só sentia medo as 24 horas do dia, foram dias que se arrastaram... não quero sentir isso novamente... li agora a pouco um texto que falava sobre o final do ano, e me deu um alívio saber que outras pessoas sentem o mesmo que eu... o mesmo não porque ninguém é igual, mas algo parecido.
As pessoas entram num estado de "transe" eu acho, uma euforia coletiva que me assusta, tudo é exagerado, potencializado... me sinto diferente, estranha, essas coisas me incomodam.
Me questiono se é inveja, mas não é, não quero ser como a maioria das pessoas, queria era ser aceita assim desse jeito mesmo, cheia de medos e insegurança, acho que é o que todo mundo quer não é mesmo ?! Não consigo me imaginar de outra forma. A minha preocupação é não magoar nem ferir as pessoas mas não é porque sou boazinha, eu nem sou boazinha, eu só preciso ser para que as pessoas me aceitem. Eu tento ser fiel aos meus sentimentos mas é tão difícil também, acho que minha carência atrapalha muito, acabo confundindo as coisas. Quero acreditar que o ano que vem vai ser melhor, mas o que é melhor ? O melhor é o menos ruim ? O melhor é viver o agora (parece filosofia barata, né?) mas quando falo o agora me refiro ao presente que é esse momento... sim, agora estou escrevendo... esse é o meu agora, e torcendo muito para que alguém leia esse meu agora e que quando estiver lendo me entenda no seu presente... está tão dificil me explicar ou me expressar que daqui a pouco vou querer estocar vento rsrsrsrsrrsss melhor não né ?! Já falei muita bobagem... vou parar por aqui.
E se alguém ler e me entender vai saber que não sou boazinha... só escrevi pra você gostar de mim.