segunda-feira, 16 de novembro de 2020

"Abusando da Sorte"

Eles chegaram de Porto de Galinhas - PE e quiseram nos ver, não tinha como dizer não, também estávamos com saudades, estiveram em Serrambi Resort, mantendo contato por uma semana com todo tipo de gente, principalmente as endinheiradas, avião, enfim, sem dizer que ambos tiveram Covid-19 há bem pouco tempo, mesmo assim vieram, pensei que poderíamos manter distância mas não foi isto o que aconteceu, foi impossível manter o distanciamento, então agora é rezar pra Deus.

Estou em alerta e morrendo de medo mas, também do que adianta ter medo ?! Já foi, vamos aguardar pra ver no que vai dar. Espero ter escapado desta !

As pessoas continuam morrendo e isto é muito triste, não quero fazer parte de nenhuma estatística mas, do querer ao fazer existe uma enorme distância que não depende de mim, ora bolas !

Tenho terminado meus projetos de costura e me desafiando cada vez mais, o grau de dificuldade tem aumentado gradativamente e isto é bom para minha cabeça, exercício mental, sabe como é !

Trocando de assunto.

No sábado quando estávamos reunidos quis contar resumidamente uma das crônicas do Stanislaw, só não esperava que o desfecho da conversa fosse mais engraçado que a história em si. Foi mais ou menos assim :

" O Zé tinha um amigo com nome muito diferente, chamava-se Flaudemíglio, ambos estavam passeando no centro da cidade e deveriam voltar a Repartição Pública onde trabalhavam mas, antes Flaudemíglio tinha a missão de levar o xixizinho de sua mulher ao laboratório, fez sinal para o ônibus e se atrapalhou para entrar deixando cair sua carteira, como não pode retornar para apanhá-la gritou para o amigo que assim o fizesse só que antes uma terceira pessoa apanhou a carteira sendo interceptada pelo Zé que disse : "Essa carteira pertence ao meu amigo", duvidando da veracidade o homenzinho abre a carteira e pergunta : É ?! Qual o nome ? Zé responde com certa dificuldade Flaudemíglio,  aí vem a parte engraçada, De quê...? Zé dá-lhe um safanão, pega a carteira e sai resmungando, quem acerta Flaudemíglio não precisa acertar mais nada". Agora o difícil mesmo foi tentar explicar ao compadre a graça da crônica, então resolvemos simplificar dando um exemplo próximo para que ele se fizesse entender. Então vamos supor que Edro deixou cair sua carteira e outra pessoa lhe pede a prova de que você realmente o conheça, aí você diz : Edrovande e o outro retruca : De quê ? e ele responde Rivardoso, e nós em coro : De quê ? Na sua ingenuidade ele conclui : Generiso. Aí não teve jeito foi só gargalhada. De verdade, quem acerta Edrovande precisa acertar mais alguma coisa ? Só o compadre !


*o nome da crônica : Dois Amigos e um Chato" de Stanislaw Ponte preta.

quarta-feira, 11 de novembro de 2020

"Dando um Tempo"

 Oi.

Reparou que eu sumi ?

Não ?

É sinal de que falta não fiz nenhuma.

É assim mesmo, as ausências nos poupa, nos cura, nos alivia e, vamos que vamos....

...."não faz mal, eu tô carente mas eu tô legal...."(rsrsrsss)

Tenho ido à aula de canto mas não tenho ido à academia.

Tenho costurado bastante e esquecido um pouco os meus scraps.

Tenho acordado muito cedo, em compensação dormido com as galinhas.

Tenho deixado o celular no outro cômodo com a intenção de dormir em paz.

Estou dando um tempo nas redes sociais.

Me poupando das chatices e das mesmices.

Aos poucos as postagens estão voltando ao normal : "eu eu eu eu eu"

Bom ? Ruim ? Nem sei.

Semana que vem tem votação, já escolhi meu candidato para prefeito, que chance, coitado, não tem nenhuma, mas o meu voto será consciente, já no segundo turno fico sempre com o menos ruim, ou, dependendo do caso não voto em ninguém. Brasil sil sil sil sil !!!!

Ando revoltada com a política e com os políticos, o nosso governador então, é ódio assumido....mas não vou me aborrecer logo cedo....esquece política.

Ontem a noite entrei no "Tinderzão da Regina", já ouviu falar ? É muito engraçado ver as pessoas interagindo. Acontece toda terça-feira á noite e eu me divirto (aí não tenho sono né ?!) Pra ver como são as coisas, se há interesse (rsrsrsrsss), embora  o meu interesse seja sobre as pessoas de um modo geral, sou mera expectadora, acho divertido e ponto. O que percebo é que a maioria anda mal das pernas, mas não vou me explicar muito menos me estender sobre o assunto que tão somente me distrai.

Acredita que ainda não achei um livro do meu interesse pra ler ?! Aí peguei um livro de crônicas do Stanislaw Ponte Preta, estou lendo, ele é excelente, dou boas risadas com suas histórias hilárias. É tão bom quando a pessoa tem humor, acho que as coisas ficam mais leves. Bom humor deveria ser quesito obrigatório nos relacionamentos.

Bem bem bem bem bem ! Bom bom bom bom bom !

Quando volto aqui ?!

Sei não, mas uma hora eu volto.


segunda-feira, 2 de novembro de 2020

"Meus Mortos"

Finados - Dia dos Mortos, dia de lembrar das pessoas queridas que se foram, dia de homenagens e visitas aos cemitérios, dia de velas e flores e todos aqueles rapapés que deveriam ter sido feitos quando a pessoa tinha nome......

Meus Mortos.

                                            "....Minha vida

                                           Meus Mortos

                                                          Meus caminhos

                                                             Tortos

                                                   Meu Sangue

                                                                          Latino

                                            Minh'alma

                                                        Cativa....." 

                                               *Secos & Molhados

É estranho dizer que colecionamos mortos mas é verdade, em algum momento a nossa vida foi marcada pelo fim da vida de alguém, são elas, os nossos mortos e, cada um de nós tem sua coleção particular.

O meu primeiro contato com a morte foi aos sete anos quando perdi a minha avó paterna, dona Felicidade, cuja vida nunca fez jus ao nome.

Lembro que antigamente era comum as pessoas velarem os seus mortos no cômodo social da casa, então a sala de visita era esvaziada e onde antes ficava a mesinha de centro posicionava-se o caixão, cadeiras eram espalhadas rentes a parede e tudo era muito fúnebre, triste e marcante, lembro que foi a primeira e única vez que vi meu pai chorar, agora imagina quanto tempo pra uma criança de sete anos esquecer a cena, o cheiro da vela e das flores ?! Respondo : não há tempo, as lembranças em dias como o de hoje se reavivam, não tem jeito.

Como era difícil fazer os velórios em casa ! Acho que naquela época havia poucos velórios particulares o que forçava as pessoas a fazerem a cerimônia em casa mesmo, ainda bem que isto mudou.

O meu segundo contato com a morte foi aos dez anos, uma inquilina da minha vó materna grávida de oito meses morreu de eclampse e eu, meus irmãos e primos muito curiosos fomos xeretar no velório, ali vi uma coisa que nunca tinha visto antes, o coitado do marido pagou para um fotógrafo tirar várias fotos da morta, que coisa mais bizarra e mais funesta, guardar foto de morto como recordação, eu hein ?!

Outra morte que me marcou muito foi aos doze anos, um colega de escola que havia acabado de ganhar uma moto no seu aniversário, morreu num sábado à tarde vítima de um acidente em frente a escola, bem na hora da saída do turno, aquela cena foi terrível e ele foi a primeira pessoa jovem que vi morrer, pois pra mim morte era coisa de gente velha ou doente, enfim, lembro-me da pessoa e do fato até hoje.

Depois a coleção foi só aumentando ou seja, conforme envelhecemos vamos enterrando mais e mais gente, até que haverá um dia que a nossa finitude fará parte da vida de alguém.

C'est la Vie !

C'est la Mort !





"Resumão"

 Olá ! Nossa faz tempo que não apareço por aqui, então resolvi fazer um resumão do que ando fazendo....

Bem a última postagem foi a nossa ida para praia, o que eu não contei foi o sufoco pra voltar. Peguei, garoa, neblina, chuva, tempestade, enfim, tudo o que tento evitar a todo custo, aí me vem a seguinte reflexão, nem tudo podemos evitar de acordo com nossas preferências, existem coisas que são indiferentes a nossa vontade e se elas nos chegam não tem como fugir, temos sim é que encarar, foi uma tempestade ? Foi. Passei um sufoco danado ? Passei. Mas o próprio tempo do verbo já diz tudo, passou, passado, e se estou viva pra contar esta história e tantas outras é sinal que bem ou mal sobrevivi a todas elas, ou seja, ponto pra mim.

Segunda-feira fui à aula de canto, retomamos a teoria, é mais chato e mais difícil pra esta minha cabecinha, mas dizem por aí que, fazer coisas que nos desafiam exercitam o nosso cérebro, então, é isto que ando fazendo, exercitando a cachola.

Penso que não nasci pra uma coisa só, adoro desafios, adoro que me questione, adoro que me provoque, adoro me sentir motivada...fazer sempre a mesma coisa é um Ó !

Esta semana consegui finalizar o vestido que desenhei. Fiz o molde, lavei o tecido caso encolhesse, alfinetei o molde de papel no mesmo e fiquei com a tesoura na mão numa dúvida cruel : corto ou não corto ? Cortei. O pior que pode acontecer no processo de criação é a dúvida por isso todas as vezes que me vejo em tal situação digo à mim mesma : "quem não morre não vê Deus" .... e réque réque réque com a tesoura rsrsrsss coragem e determinação, fiz tudo exatamente como manda o figurino (olha o trocadilho) e não é que deu certo ?! O vestido ficou lindo ! (olha a modéstia !!!). Costurar por prazer dá uma satisfação inexplicável, assim como todas as coisas que fazemos por vontade própria através do nosso esforço, e conseguir, é o auge.

Aí veio o aniversário do meu filho mais velho...trinta e cinco anos, dá para acreditar ?! Não vou cogitar que estou ficando velha porque na atual conjuntura quem está ficando velho é ele, cara, trinta e cinco anos ?!!!

Me propus a fazer o bolo com todas as técnicas culinaristas que deveriam ser seguidas à risca mas que foram todas ignoradas por mim, óbvio, mania minha de agir pela intuição. Sabe aquele bolo que tinha tudo pra dar errado ? Mais uma vez o que me atrapalhou foi a insegurança e a ansiedade mas, remendando uma coisa aqui outra ali, o bolo saiu e foi elogiado, ufa ! menos mal !

Hoje é feriado, dia dos mortos....não parei pra pensar nos meus mortos ainda, com certeza haverá uma hora do dia que vou dirigir meus pensamentos à eles, acredito que lembrar deles seja uma forma respeitosa de homenageá-los.

Enquanto isto vou me distraindo com a costura....Precisava achar um livro pra ler mas tem que ser com calma, tudo que vou fazer tenho que me concentrar, acho que tenho déficit de atenção, quando digo isto as pessoas próximas ficam brava comigo dizendo que fico inventando história...sei lá ! Não consigo dividir minha atenção, estou sempre focada e a minha meta é atingir o meu objetivo, ou seja, finalizar...e se por algum motivo não finalizar aí bate a frustração e a baixa estima e nisso, por enquanto não quero nem pensar, estou na minha melhor fase, a fase do Yes I can !

Então bora bora focar !

Êta resumão bão da preula !!!

segunda-feira, 26 de outubro de 2020

Relembranças - Solemar - Outubro - 2020

 Depois de alguns longos meses em isolamento social conseguimos finalmente passar um final de semana na praia num lugar muito especial pra mim que se chama Solemar.

Todas as vezes que chego ali constato que meus sentimentos nunca irão mudar, pois fazem parte de mim, das minhas relembranças...

É tão bom poder respirar o ar puro, sentir o cheiro da maresia, ouvir o barulho das ondas se quebrando, deixar a brisa bater no rosto e o vento bagunçar o cabelo... aí começo a cantar músicas de mar e sereia e a voz se perde na imensidão, puxa ! como isto é bom !

Passamos um final de semana agradável por conta da visita de meu primo e sua esposa, foi um encontro pouco planejado e muito especial, relembramos nossa infância e os momentos alegres que vivemos ali, naquela mesma casinha, a casa do Vô Silvano e da Vó Izabel, quantas risadas e boas recordações...

Penso que tantos falam na preservação da natureza e poucos falam na preservação das amizades, ou, talvez até falem mas, pouco praticamos, ficamos sempre por marcar um encontro, um café, uma visita, coisas que nunca acontecem de fato, mas quando um encontro deste nível se concretiza nossos corações se preenche de boas emoções, foi o que aconteceu este final de semana...algo tão especial e tão bom.

Aí ouvindo meu primo dizer o quão marcante pra ele aquela fase da infância passo a acreditar que este sentimento é comum em todos que ali conviveram : os irmãos, os primos, os amigos... enfim todos nós guardamos boas lembranças desta época tão importante em nossas vidas.

Penso que tive o privilégio de ter alguém especial (##) nas minhas relembranças, alguém que com certeza em algum momento de nostalgia também pensa em mim e isto me faz um bem danado, é a minha história, por mais que não tenha dado certo aqueles foram os melhores anos da minha (nossa) vida e digo isto sem pretensão alguma, simplesmente porque o que foi nunca deixará de ser. Bom né ?!

Daí lembro da voz de minha vó dizendo com toda sua sabedoria : "Filha, o que é vosso ninguém tira !" 

Verdade vó, as boas lembranças são todas minhas !

terça-feira, 20 de outubro de 2020

"Minhas Limitações"

 É, ando me afastando, é fato.

As vezes acordo mais cedo do que gostaria, são os pedidos insistentes dos meus Pets, foi o que aconteceu hoje, levantei, abri a porta, deixei que fizessem suas necessidades e voltei pra cama, consegui dormir mais uma horinha e isto foi bom.

Tenho feito coisas variadas, cozinhando, costurando... coisas que ocupam meu tempo e que me distraem.

Este final de semana consegui terminar um vestido, desses de ficar em casa, fiquei contente pois ficou do jeitinho que o projetei. Estou constatando o que já sabia, que a perfeição vem com a prática, se bem que falar em perfeição neste caso é uma heresia, mas digamos que estou me saindo melhor que a encomenda.

A costura de alguma maneira sempre esteve presente em minha vida.

Começa pelo fato de minha vó Felicidade ter sido uma costureira de mão cheia, melhor que muito alfaiate.

Quando minha vó faleceu eu tinha apenas sete anos de idade e a influência dela em minha vida ficou marcada pra sempre, são coisas que não conseguimos explicar, afinal foram apenas sete anos de convívio.

 Lembro-me que era apaixonada por ela e pela máquina de costura e vivia ao seu redor, que por sua vez ficava feliz e orgulhosa em me ver por perto, tão curiosa e interessada no seu ofício.

Desde pequena que gosto de desenhar, digo sempre que nasci com o lápis na mão, e o fato de ver minha vó costurando associei o desenho à costura.

Meus desenhos eram bonequinhas de roupinhas variadas. Hoje percebo que pra minha pouca idade era bastante criativa e intuitiva. 

Os desenhos eram separados da seguinte maneira, havia os vestidos, as roupas de frio, os biquínis, as princesas e as noivas, fazia as coleções mesmo sem ter ideia do que isto significava, dá para acreditar ?!

Eu as desenhava, pintava, recortava, dava-lhes um número e também um nome, sabia o nome de todas, e olha que eram mais de cem, todas devidamente guardadas numa caixa de sapato que pra desespero de minha mãe eram espalhadas todas as vezes que brincava de desfile ou inventando algum tipo de história para as minhas personagens, pois é ! falei muito sozinha com minhas bonecas, e gostava mais de brincar com elas do que com as bonecas de verdade.

Quando fiz treze anos, a meu pedido, minha mãe me matriculou no curso de corte e costura, foi ali que tive a noção correta de costurar. Meu vestido de formatura do Ginásio fui eu que desenhei assim como meu vestido de casamento que também foi criação minha. Na época era moda os vestidos chamados de bolo de noiva, muito volumosos com armações, saiotes engomados e mangas bufantes e eu fui radicalmente na contra mão, meu vestido era muito simples, cintura baixa, zero volume, literalmente lambido. Analisando as fotos percebo que meu vestido é atemporal, acho que minha intuição pra moda sempre foi boa.

Mais tarde fui estudar Belas Artes, na época que o prédio ficava onde é hoje a Pinacoteca do Estado de São Paulo, ali, do ladinho da rua São Caetano, mais conhecida como rua das Noivas, adivinha se não fui me arriscar a pedir emprego lá ? Com a maior cara de pau fui e consegui emprego de figurinista numa loja que acredito que exista até hoje, ficava numa esquina e se chamava "Castelinho".

Fiquei apenas um mês lá, um mês que me ensinou muitas coisas, principalmente a reconhecer minhas limitações.

Fiz inúmeros desenhos, atendi algumas noivas mas um detalhe me impediu de continuar ali, minha inabilidade em lidar com o público. Como posso me explicar melhor?!

Vamos começar pelo pré-conceito, não era nada comum naquela época mulheres figurinistas, aquele campo pertencia aos homens afeminados  porque não dizer afetados, o profissional precisava ter uma grande dose de deslumbramento pra poder se envolver com a noiva, e se tem uma coisa que não tenho e nunca tive é essa disposição para os confetes e purpurinas, eu era muito direta e reta e isto não agradava ninguém, nem as noivas e muito menos a gerente da loja, ou seja, fui demitida. 

Não fiquei triste porque soube reconhecer que também não me sentia à vontade, fiquei sim aliviada e com muita raiva de ter deixado muito dos meus desenhos na loja, deveria tê-los resgatados, mas eles alegaram que eu os fiz enquanto estava a serviço da loja, então deixei passar.

Desisti da ideia de ser figurinista e acabei caindo de pára-quedas na sala de aula ministrando aulas de artes por mais de trinta anos, coisas da vida e que jamais me arrependo.

As durezas da vida e a falta de grana para comprar roupas prontas me levou várias vezes de volta a máquina de costura. Era muito mais barato comprar o tecido e eu mesma costurar. Fiz isso em inúmeras ocasiões, principalmente para os meus filhos pequenos, lembro que até terninho de casamento com gravatinha borboleta eu fiz, e muito bem feito por sinal, minha dedicação era total.

Depois as coisas começaram a melhorar e fui me afastando da costura. Hoje retomo com prazer, tudo bem que falta um pouco mais de prática para o resultado final sair melhor, mas não ligo muito não, o importante é fazer por prazer, me distrair e principalmente me ocupar.

Então bora bora costurar !




quarta-feira, 14 de outubro de 2020

"Cuidando de Mim"

 Olá !

Faz um tempo que não apareço por aqui.

Não é má vontade, talvez um pouco de desânimo, talvez um pouco de não ver mais sentido....(##)

Podia escrever "Morri", mas não morri de fato então não é certo mentir mas, morri sim um pouco por dentro.

É esta certeza de que está faltando algo que não sei ao certo o que é.

Já abriu a geladeira ou o armário procurando algo pra comer e você não consegue precisar se é doce ou salgado se é frio ou quente, aí você fecha tudo porque não é nada daquilo que tem em casa nem fora de casa, simplesmente porque a gente não sabe o que é ?!

Ando assim.... procurando sabe Deus lá o quê ?!

Tenho ido dormir, literalmente, com as galinhas, em compensação ando acordando muito cedo, não acho ruim acordar cedo mas também não precisava me sentir bêbada de sono todas as noites. É ! São os prós e os contras ! Como tudo nesta vida.

Esta noite sonhei com a casa de Solemar, sonhei que havia muito lixo dentro dela e não conseguia limpar, isto me deixou aflita, esquisito isso !! Acho que fiquei preocupada com a notícia de que tentaram entrar na casa e só não conseguiram por conta das travas da porta e das grades nas janelas, se não fosse esta quarentena o imóvel não estaria tão propenso a ser invadido. Vamos ver se este final de semana conseguimos dar uma chegada até lá.

Trocando de assunto...

Ontem conversei com minha dermatologista, gosto de ver primeiro a questão da saúde da pele pra depois fazer os procedimentos estéticos, é um pouco de vaidade eu sei mas, lidar com o envelhecimento é bem difícil e se a ciência e a tecnologia pode nos ajudar a retardar este processo por que não ?!

Eu vou e faço, sem exageros, óbvio, não quero ficar diferente e não me reconhecer no espelho, quero sim ficar bem.... e também não vou me culpar porque posso me cuidar e me cuido, acho que é por isso que as pessoas que fazem não falam nada pra ninguém, justo para evitar julgamentos. Sabe qual é o meu problema ? Não sei se perceberam mas eu mesma me julgo, caso contrário não estaria me justificando não é mesmo ?!

Preciso aprender a me aprovar, aliás preciso aprender tantas coisas...